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MAT039 · Cálculo II · 2026/2

Convergência absolutarazão, raiz e séries alternadas

Todos os testes da A2 exigiam termos positivos. A aula levanta essa restrição: primeiro trocando a série pela série dos módulos, depois com dois testes que valem para sinal qualquer — razão e raiz — e por fim com o teste específico das séries alternadas.

Aula: A3 Tópicos: 13 Pré-requisito: A2 Atualizado: 26/08/2026
A3 · 01

Onde a A2 parou

Integral, comparação e comparação no limite têm todos a mesma letra miúda: a série precisa ser de termos positivos.

$$\sum a_n, \qquad a_n \ge 0$$

Dois resultados da A2, porém, não pedem sinal nenhum, e por isso continuam valendo hoje:

O que sobrevive sem a hipótese de positividade $$\sum_{n=1}^{+\infty} a_1 r^n \quad \text{converge, se } |r| < 1$$ $$\text{Se } \lim_{n\to+\infty} a_n \neq 0, \text{ então } \sum a_n \text{ diverge.}$$

A pergunta da aula é o que fazer quando os termos trocam de sinal — e a primeira resposta é simplesmente tirar o sinal de circulação.

A3 · 02

Convergência absoluta

Dada uma série qualquer, monta-se ao lado dela a série dos módulos:

$$\sum_{n=1}^{+\infty} |a_n| = |a_1| + |a_2| + \dots$$
Definição

Diremos que a série \(\sum a_n\) é absolutamente convergente se \(\sum |a_n|\) convergir.

Por que isso resolve o problemaA série \(\sum|a_n|\) tem termos \(\ge 0\) por construção. Ou seja: ela aceita integral, comparação e comparação no limite — todo o arsenal da A2 volta a funcionar, aplicado à série dos módulos.
A3 · 03

Teorema: absolutamente convergente ⟹ convergente

Teorema

Se a série \(\sum a_n\) for absolutamente convergente, então ela é convergente.

A volta é falsaConvergir não obriga a convergir absolutamente. O contraexemplo aparece no fim desta mesma aula: \(\sum(-1)^{n-1}/n\) converge pelo teste da série alternada, mas \(\sum 1/n\) é a harmônica, que diverge.
A3 · 04

Dois exemplos de leitura absoluta

Exemplo · a p-série alternada, com \(p>1\) $$\sum_{n=1}^{+\infty}\frac{(-1)^{n-1}}{n^p}, \qquad \sum_{n=1}^{+\infty}\frac{1}{n^p}$$

A série dos módulos é exatamente a p-série. Da A2: se \(p>1\), converge. Logo, para \(p>1\), a alternada é absolutamente convergente — e o teorema anterior garante que ela é convergente.

Exemplo · \(\sum \operatorname{sen}(1/n)\) $$\sum_{n=1}^{+\infty} \operatorname{sen}\!\left(\frac{1}{n}\right)$$

O limite fundamental do seno é

$$\lim_{x\to 0}\frac{\operatorname{sen}(x)}{x} = 1$$

e como \(1/n\to 0\), ele se lê diretamente na sequência:

$$\frac{\operatorname{sen}\!\left(\frac{1}{n}\right)}{\frac{1}{n}} \longrightarrow 1, \qquad n\to+\infty$$

Isso é a comparação no limite da A2, com \(b_n = 1/n\) e \(c=1\), que está entre 0 e \(+\infty\). Como \(\sum 1/n\) diverge, \(\sum\operatorname{sen}(1/n)\) diverge junto.

A3 · 05

Teste da razão

Teorema

Seja \(\sum a_n\) uma série, tal que

$$\lim_{n\to+\infty}\frac{|a_{n+1}|}{|a_n|} = L.$$

Temos que:

  1. Se \(L < 1\), então a série é absolutamente convergente.
  2. Se \(L > 1\), então a série é divergente.
  3. Se \(L = 1\), o teste é inconclusivo.
Repare no "absolutamente"O caso \(L<1\) entrega mais do que convergência: entrega convergência absoluta. Como o teste já trabalha com módulos, o sinal dos termos é irrelevante — é o primeiro teste da disciplina que não pede nada sobre sinal.
A3 · 06

A razão aplicada a \(\sum n^n/n!\)

A série já apareceu na A2, onde o termo geral foi aberto fator a fator:

$$\sum_{n=1}^{+\infty}\frac{n^n}{n!}$$ $$a_n = \frac{n^n}{n!} = \frac{n}{n}\cdot\frac{n}{n-1}\cdot\frac{n}{n-2}\cdots\frac{n}{2}\cdot\frac{n}{1} \ge n$$
Exemplo · montando o quociente $$\frac{a_{n+1}}{a_n} = \frac{\dfrac{(n+1)^{n+1}}{(n+1)!}}{\dfrac{n^n}{n!}} = \frac{(n+1)^{n+1}}{(n+1)!}\cdot\frac{n!}{n^n}$$

Abrindo \((n+1)! = (n+1)\,n!\), o \(n!\) cancela e um fator \((n+1)\) desce do expoente:

$$= \frac{(n+1)^{n+1}}{(n+1)\,n!}\cdot\frac{n!}{n^n} = \frac{(n+1)^n}{n^n} = \left(1+\frac{1}{n}\right)^{n}$$

E esse é o limite do próximo tópico:

$$\left(1+\frac{1}{n}\right)^{n} \xrightarrow[n\to+\infty]{} e$$

Como \(L = e \approx 2{,}718 > 1\), a série diverge.

Mesma resposta, outro caminhoNa A2 essa série já tinha divergido pelo teste da divergência, porque \(a_n\ge n\to+\infty\). Os testes não competem: quando ambos se aplicam, precisam concordar — e concordam.
A3 · 07

O limite \(\left(1+\frac{1}{x}\right)^{x}\)

Esse é o limite que fecha o teste da razão do tópico anterior, e ele volta duas vezes ainda nesta aula. Entra como fórmula pronta:

Fórmula — vale a pena decorar $$\lim_{x\to+\infty}\left(1+\frac{1}{x}\right)^{x} = e$$

E a versão com constante no numerador, que é a que resolve o caso \(L=1\) do teste da raiz:

$$\lim_{x\to+\infty}\left(1+\frac{a}{x}\right)^{x} = e^{a}$$
Onde ela reapareceEssa fórmula é o que fecha o exercício 3 do teste da raiz, mais adiante, com \(a=-2\).
A3 · 08

Teste da raiz

Teorema

Seja \(\sum a_n\) uma série, tal que

$$\lim_{n\to+\infty}\sqrt[n]{|a_n|} = \lim_{n\to+\infty}\left(|a_n|\right)^{\frac{1}{n}} = L.$$

Temos que:

  1. Se \(L < 1\), então a série é absolutamente convergente.
  2. Se \(L > 1\), então a série é divergente.
  3. Se \(L = 1\), o teste é inconclusivo.
Qual dos dois usarAs três conclusões são idênticas às do teste da razão; muda só a conta. Termo geral inteiro elevado a \(n\) pede raiz, porque a raiz \(n\)-ésima apaga o expoente. Fatorial pede razão, porque o quociente \((n+1)!/n!\) cancela sozinho.
A3 · 09

Três exercícios de raiz

Os três têm a mesma forma — uma razão de polinômios elevada a \(n\) — e caem, um em cada, nos três casos do teorema.

$$\text{1)}\ \sum_{n=1}^{+\infty}\left(\frac{n-1}{2n+1}\right)^{n}$$ $$\text{2)}\ \sum_{n=1}^{+\infty}\left(\frac{2n-1}{n+1}\right)^{n}$$ $$\text{3)}\ \sum_{n=1}^{+\infty}\left(\frac{n-1}{n+1}\right)^{n}$$
1) \(L < 1\) · converge $$a_n = \left(\frac{n-1}{2n+1}\right)^{n}$$ $$\sqrt[n]{a_n} = \left[\left(\frac{n-1}{2n+1}\right)^{n}\right]^{\frac{1}{n}}$$

A raiz cancela o expoente, e o resto é limite de racional — coloca-se \(n\) em evidência em cima e embaixo:

$$\sqrt[n]{a_n} = \frac{n-1}{2n+1} = \frac{n\left(1-\frac{1}{n}\right)}{n\left(2+\frac{1}{n}\right)} \longrightarrow \frac{1}{2} = L$$

Como \(L=\frac{1}{2} < 1\), a série é absolutamente convergente.

2) \(L > 1\) · diverge $$a_n = \left(\frac{2n-1}{n+1}\right)^{n}$$ $$\sqrt[n]{a_n} = \frac{2n-1}{n+1} \longrightarrow 2$$

Como \(L=2>1\), a série diverge.

3) \(L = 1\) · inconclusivo $$\sqrt[n]{a_n} = \frac{n-1}{n+1} \longrightarrow 1$$

Aqui o teste não decide nada. O tópico seguinte resolve por outro caminho.

A regra do grau voltaNos três casos a raiz devolve uma razão de polinômios de mesmo grau, e o limite é o quociente dos coeficientes líderes: \(1/2\), \(2/1\) e \(1/1\). Dá para prever o desfecho antes de fazer a conta.
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Quando a raiz dá \(L = 1\)

Com o teste da raiz fora de jogo, sobra checar o mais barato de todos: o termo geral vai a zero?

Exemplo · \(\sum\left(\frac{n-1}{n+1}\right)^{n}\)

Primeiro, forçar o numerador a exibir o denominador:

$$\left(\frac{n-1}{n+1}\right)^{n} = \left(\frac{n+1-1-1}{n+1}\right)^{n} = \left(1-\frac{2}{n+1}\right)^{n}$$

O expoente é \(n\), mas a fórmula do limite pede \(n+1\). Multiplica-se e divide-se por mais um fator:

$$= \left(1-\frac{2}{n+1}\right)^{n}\cdot\frac{\left(1-\frac{2}{n+1}\right)}{\left(1-\frac{2}{n+1}\right)}$$ $$= \left(1-\frac{2}{n+1}\right)^{n+1}\cdot\frac{1}{\left(1-\frac{2}{n+1}\right)}$$

Agora é a versão geral do tópico 07, com \(a=-2\) e \(x=n+1\). O primeiro fator tende a \(e^{-2}\), o segundo a 1:

$$\longrightarrow e^{-2} \neq 0$$

O termo geral não vai a zero, logo a série diverge pelo teste da divergência.

Pela exponencial · o mesmo limite, sem o ajuste do expoente

Quem não quiser fabricar o \(n+1\) pode passar pela exponencial, que transforma a potência num quociente \(0/0\):

$$\left(\frac{x-1}{x+1}\right)^{x} = e^{\,x\ln\left(\frac{x-1}{x+1}\right)}$$ $$= e^{\dfrac{\ln\left(\frac{x-1}{x+1}\right)}{\frac{1}{x}}}$$

O expoente vira um \(0/0\), que sai por L'Hôpital e dá \(-2\) — mesmo \(e^{-2}\) de antes.

Inconclusivo não é indefinido\(L=1\) não diz "não dá para saber": diz "este teste não serve". A série continua tendo um destino, e quem o revelou aqui foi o teste mais simples da A2.
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Teste da série alternada

Série alternada é a que troca de sinal a cada termo, e por isso se escreve com o fator \((-1)^{n-1}\) à frente de uma sequência positiva:

$$\sum_{n=1}^{+\infty}(-1)^{n-1}b_n$$
Teorema

Seja \(\sum(-1)^{n-1}b_n\) uma série tal que:

  1. \(b_n \ge 0\);
  2. \(b_n \ge b_{n+1}\);
  3. \(\displaystyle\lim_{n\to+\infty} b_n = 0\).

Então a série é convergente.

As três, sempreVerificar só a terceira é o erro clássico. A condição 2 é a que costuma dar trabalho: o caminho padrão é olhar a função \(f(x)\) associada e mostrar \(f'(x) < 0\), como no tópico 12.
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A p-série alternada

No tópico 04 o caso \(p>1\) já tinha sido resolvido pela convergência absoluta. Falta a faixa em que a série dos módulos diverge:

$$\sum_{n=1}^{+\infty}\frac{(-1)^{n-1}}{n^{p}}, \qquad \text{se } 0 < p \le 1$$
Conferindo as três hipóteses

(1) Positividade:

$$b_n = \frac{1}{n^p} \ge 0$$

(2) Decrescimento, pela função associada:

$$f(x) = \frac{1}{x^p}, \qquad f'(x) = -\frac{p}{x^{p+1}} < 0$$

Obs. É a regra da potência: \(f(x)=x^{-p}\) dá \(f'(x)=-p\,x^{-p-1}\). O sinal é negativo porque \(p>0\) e \(x^{p+1}>0\) — logo \(f\) é decrescente e \(b_n \ge b_{n+1}\).

(3) Termo geral indo a zero:

$$\lim_{n\to+\infty}\frac{1}{n^p} = 0$$

Portanto, a série \(\sum_{n=1}^{+\infty}\frac{(-1)^{n-1}}{n^p}\) é convergente, se \(p>0\).

O quadro completo da p-série alternadaSe \(p>1\), ela converge e converge absolutamente. Se \(0<p\le 1\), ela converge pelo teste da alternada, mas \(\sum 1/n^p\) diverge — convergência sem convergência absoluta. E se \(p\le 0\), a hipótese 3 falha, porque \(b_n\) não vai a zero: aí é o teste da divergência que responde.
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Estimativa de resto na série alternada

Mesma pergunta da A2 — quantos termos garantem um erro dado —, só que agora a resposta sai de graça, sem integral nenhuma.

Cortando a soma em duas $$S = \underbrace{b_1 - b_2 + b_3 \dots (-1)^{n-1}b_n}_{S_n} + \underbrace{(-1)^{n}b_{n+1}\dots}_{R_n}$$

Como \(S\) está sempre entre duas somas parciais consecutivas — \(S_n\) de um lado, \(S_{n+1}\) do outro —, a distância dele até \(S_n\) não passa da distância entre as duas:

$$|R_n| = |S - S_n| \le |S_{n+1} - S_n| = b_{n+1}$$

O erro é limitado pelo primeiro termo descartado. Só isso.

Exemplo · \(\sum \frac{(-1)^{n-1}}{(n+1)!}\) com erro \(0{,}001\) $$\sum_{n=1}^{+\infty}\frac{(-1)^{n-1}}{(n+1)!}$$ $$b_n = \frac{1}{(n+1)!}, \qquad b_{n+1} = \frac{1}{(n+2)!}$$

Basta impor que o primeiro termo descartado já esteja abaixo do erro pedido:

$$\frac{1}{(n+2)!} < \frac{1}{10^3}$$

Fatorial não se isola, então minora-se o fatorial por uma potência. Abrindo quatro fatores:

$$(n+2)! = (n+2)(n+1)\,n\,(n-1)! \;\ge\; n^3(n-1)! \;\ge\; n^3$$

Obs. Os três primeiros fatores são todos \(\ge n\), o que dá o \(n^3\); e \((n-1)!\ge 1\), o que permite descartá-lo. Invertendo a desigualdade:

$$\Longrightarrow \frac{1}{(n+2)!} \le \frac{1}{n^3} \le \frac{1}{10^3} \Longrightarrow n \ge 10$$

Dez termos bastam para garantir erro menor que 0,001.

Compare com a A2Lá, \(\sum 1/n^3\) com o mesmo erro exigiu 23 termos e uma integral imprópria. Aqui a cota é o próprio \(b_{n+1}\) — alternar sinal é o que torna a estimativa tão barata.
A3 · Guia

Roteiro de decisão — qual teste usar

A A2 e a A3 juntas numa ordem só: o que fazer, e em que ordem, diante de uma série qualquer na prova. Não há teste novo aqui — há a sequência em que os testes já vistos se aplicam, e o critério para escolher entre eles.

Passo 0 · olhar o sinal, antes de qualquer conta

Se aparecer \((-1)^n\), \(\cos(n\pi)\) ou \(\operatorname{sen}\!\left(\left(n+\frac{1}{2}\right)\pi\right)\), a série é alternada: separe o fator de sinal e fique com o módulo,

$$|a_n| = b_n \ge 0$$

Todo o resto do roteiro roda sobre \(b_n\).

Passo 1 · teste da divergência (mentalmente, antes de escrever) $$\lim_{n\to+\infty}|a_n|$$
  1. Limite \(\neq 0\) ou inexistente \(\Longrightarrow\) a série diverge. A questão acabou aqui.
  2. Limite \(= 0\) \(\Longrightarrow\) nada se conclui. Siga para o passo 2.
Passo 2 · testar a série dos módulos

A série \(\sum|a_n|\) tem termos \(\ge 0\) por construção, então aceita o arsenal inteiro da A2. Qual ferramenta usar sai da cara do termo geral:

Cara do termo geralTeste a usar
fatorial, \(n^n\), exponencial \(a^n\)razão
tudo elevado a \(n\): \((\cdots)^{n}\)raiz
polinômio, \(\sqrt{n}\), \(\operatorname{sen}(1/n)\)comparação, ou comparação no limite, contra p-série ou geométrica
tem primitiva fácilintegral

Razão e raiz devolvem o mesmo \(L\) e leem-se igual: \(L<1\) absolutamente convergente, \(L>1\) divergente, \(L=1\) inconclusivo — troque de teste, como no tópico 10.

  1. \(\sum|a_n|\) converge \(\Longrightarrow\) a série é absolutamente convergente — e convergente, pelo teorema do tópico 03. Fim.
  2. \(\sum|a_n|\) diverge e a série é alternada \(\Longrightarrow\) passo 3.
  3. \(\sum|a_n|\) diverge e a série já era de termos positivos \(\Longrightarrow\) ela é a própria série dos módulos: diverge.
Passo 3 · convergência condicional, pelo teste da alternada

Módulo divergiu, mas a série alterna. Verifique as três hipóteses sobre \(b_n\):

  1. \(b_n \ge 0\);
  2. \(b_n\) decrescente — na prática, \(f'(x)<0\) na função associada;
  3. \(\displaystyle\lim_{n\to+\infty} b_n = 0\).

Passou nas três: a série converge, mas o módulo não — é condicionalmente convergente.

SituaçãoClassificação final
Módulo convergeAbsolutamente convergente
Módulo diverge, mas a alternada passa nas três hipótesesCondicionalmente convergente
Termo geral não vai a zero — no passo 1 ou na hipótese 3Divergente
Falhar no teste da alternada não é divergirQuem decreta divergência é sempre o termo geral não indo a zero. Se o que falha é o decrescimento, o teste apenas não decide — a série continua tendo um destino, a achar por outro caminho. Na prática de prova é quase sempre a hipótese 3 que quebra, e aí a divergência sai de graça pelo passo 1.
Exercícios · seção 11.7A seção Estratégia para Testes de Séries (livro, p. 667) é exatamente este roteiro. Todos os exercícios dela devem ser feitos como revisão para a prova — é a única lista que mistura os testes das duas aulas sem dizer qual usar, que é o que a prova faz.
Revisão

Checklist da A3

Se você consegue responder tudo abaixo sem consultar, a aula está fechada.

PerguntaOnde está
Dizer o que é uma série absolutamente convergenteConvergência absoluta
Saber que convergência absoluta implica convergência — e que a volta é falsaTeorema: absoluta ⟹ convergente
Classificar \(\sum(-1)^{n-1}/n^p\) com \(p>1\) pela série dos módulosDois exemplos de leitura absoluta
Usar \(\lim_{x\to0}\operatorname{sen}(x)/x=1\) para decidir \(\sum\operatorname{sen}(1/n)\)Dois exemplos de leitura absoluta
Enunciar os três casos do teste da razãoTeste da razão
Reduzir \(a_{n+1}/a_n\) de \(n^n/n!\) a \((1+1/n)^n\)A razão em \(n^n/n!\)
Aplicar de cor \(\left(1+\frac{a}{x}\right)^x\to e^a\)O limite \((1+1/x)^x\)
Enunciar o teste da raiz e saber quando preferi-lo à razãoTeste da raiz
Calcular \(\sqrt[n]{a_n}\) de uma razão de polinômios elevada a \(n\)Três exercícios de raiz
Resolver o caso \(L=1\) escrevendo \(\left(1-\frac{2}{n+1}\right)^{n+1}\to e^{-2}\)Quando a raiz dá \(L=1\)
Verificar as três hipóteses do teste da série alternadaTeste da série alternada
Mostrar \(f'(x)<0\) para garantir \(b_n\ge b_{n+1}\)A p-série alternada
Limitar o erro de uma alternada pelo primeiro termo descartadoEstimativa de resto
Minorar \((n+2)!\) por \(n^3\) para isolar \(n\)Estimativa de resto
Diante de uma série qualquer, escolher o teste certo na ordem — sinal, divergência, módulos, alternadaRoteiro de decisão